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Percursos distintos

CSI

Texto – Larissa Paim e Renata Cerqueira

Como desvendar um crime que, à primeira vista, não tem solução? Onde encontrar pistas quando um criminoso parece não ter deixado rastros? Como achar o culpado?

Tentando responder questões como essas, as três vertentes do fenômeno CSI apresentam uma crença em comum: não existe crime perfeito. Com histórias que envolvem boas pitadas de ação e grandes doses de mistério, a tríade brinca com a idéia de que todo assassinato pode ser resolvido, desde que se tenha, é claro, os mais experientes investigadores e os mais sofisticados equipamentos da América.

Mas nem tudo se encerra aí. Mesmo possuindo essas similaridades, o modo como os crimes são tratados e solucionados se exibe de maneiras distintas entre esses três seriados norte-americanos. As diferenças vão desde o lugar que a evidência ou o investigador ocupa ao longo da solução dos casos, até o grau de aprofundamento com o contexto em que o crime se insere. Em resumo: diversas opções de narrativas, a depender do gosto do freguês.

Para entender mais sobre essas abordagens, acompanhe abaixo as particularidades de como cada CSI, logo em seu primeiro episódio, abordou e buscou solucionar os mais diversos crimes.


Acima de tudo, as evidências.

Para começar, nada melhor do que analisar a primogênita do fenômeno: CSI Las Vegas. Centrada no investigador Gill Grissom (William Petersen), o seriado tem como seu lema maior a busca pelas evidências. Fazendo jus ao título da série (em português, “investigação da cena do crime”), a equipe de Grissom trabalha voltada para encontrar qualquer fio de cabelo ou impressão digital que tenha ficado para trás.

Com o auxílio de equipamentos de ponta, nada passa batido aos olhos atentos dos investigadores. A idéia central é a de que sempre há uma pista, mesmo quando nenhum indicio parece ser encontrado. É por isso mesmo que flashes e análises minuciosas do local do crime não são poupados. Tudo pela já tão famosa evidência, e o resto é detalhe.

Aqui, segundo dizem os próprios personagens, não há espaço para subjetividade; tudo é muito objetivo e prático. A investigação é guiada a partir das comprovações laboratoriais, sem que haja maiores preocupações com as motivações ou implicações dos crimes. O investigador é bem esperto e experiente, é verdade, mas, ainda assim, não é do tipo daqueles que decifram um mistério apenas através da sua intuição.

Uma outra característica presente neste seriado é que a solução dos casos é vista apenas como mais um trabalho encerrado. Sem solicitar muito envolvimento emocional do telespectador, os assassinatos são vistos por uma ótica cotidiana, em que compõem apenas a rotina de uma equipe de investigadores.


Por favor, a história.

Embora ainda haja um forte apelo pelas evidências, a versão ensolarada da tríade incorpora outros elementos no processo investigativo. Mais do que ficar preso à cena do crime, o seriado rompe os muros e busca compreender o contexto em que o assassinato está inserido. A concepção aqui é: nem sempre os indícios presentes nos locais dos crimes são suficientes para encontrar o verdadeiro culpado.

Assim, para resolver os casos, os investigadores de CSI Miami não só analisam as evidências existentes, mas também buscam entender as pessoas e as histórias que, de uma forma ou de outra, estão relacionadas ao ocorrido. A partir dessas buscas, algumas hipóteses começam a ser traçadas, auxiliando nas constantes reconstituições dos crimes feitas pelos investigadores.

Mas, de qualquer forma, mesmo apresentando esses elementos a mais, as provas aqui ainda são essenciais no desenrolar da narrativa. Vistas como o primeiro passo de todo o processo, as evidências vão sendo descobertas ao longo de todo o episódio, mas sem existir necessariamente uma implicação lógica entre elas. No final das contas, é como se as pistas fossem se somando e, com isso, ajudando a esclarecer o crime.

Diferente do programa de Las Vegas, CSI Miami trata o trabalho dos investigadores como uma missão: trazer a verdade à tona, ajudando aqueles que já não podem mais falar por si só. Por isso mesmo, os assassinatos são encarados de uma maneira menos fria e objetiva, apresentando não só um maior envolvimento emocional dos personagens com os fatos ali presentes, mas também uma sensação de “dever cumprido” a cada crime que é desvendado.

A astúcia como arma.

Em Nova Iorque, a cidade que nunca dorme, o detetive Mac Taylor (Gary Sinise) também não descansa. Não é à toa que, por isso mesmo, o principal diferencial da versão mais recente de CSI é o lugar central do investigador no processo que conduz à resolução do crime.

O pressuposto aqui é: não bastam as evidências; tem que existir alguém que conecte e complemente os indícios que vão sendo encontrados pelo meio do caminho. E esse alguém é Mac, o investigador atormentado pela recente morte da esposa. Demonstrando sagacidade, inteligência e uma dedicação pessoal, o personagem tem a capacidade de identificar, indo além das evidências, o conjunto de motivações que desembocam em um crime.

Partindo dessas observações, o que se percebe é que existe um maior espaço para investigação nesta série, uma vez que o enredo não se restringe às evidências ou ao contexto em que o crime se encontra inserido. A partir das deduções do personagem principal, o seriado cria uma trama em que a objetividade não é o único valor relevante na solução dos casos, oferecendo, pelo menos teoricamente, um leque mais amplo e rico de possibilidades narrativas.

Mas, assim como as outras duas séries, CSI New York também apresenta as evidências como um de seus motes centrais. Isso porque é somente a partir das pistas que são encontradas que o astuto Mac consegue tecer as suas mais diversas deduções. Além disso, um outro diferencial do programa é que a história é construída de forma que cada prova encontrada remeta a uma outra evidência, e assim sucessivamente, até que a solução do crime seja apresentada.

Sendo assim, não é difícil notar que, seja em Las Vegas, Miami ou Nova Iorque, as evidências são elementos recorrentes no desenrolar da trama. Apresentando-se em graus e formas distintas em cada seriado, elas constituem peças essenciais na compreensão do porquê de tanto sucesso da tríade CSI. Afinal, o primeiro passo para quem deseja apreciar séries investigativas nada mais é do que acreditar na principal máxima presente nesses seriados: há sempre alguma pista que ficou para trás.

julho 7, 2009 at 12:55 am Deixe um comentário

Agora, sim, o boteco oficial de Lost!

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Por Renata Cerqueira

Sabe aquela cervejinha da iniciativa Dharma que Sawyer a-d-o-r-a? Pois é, ela já pode ser encontrada também em Barcelona, onde uma novidade vem atraindo cada vez mais fãs de Lost: o Bharma. Para quem ainda não entendeu, trata-se de um badalado bar inspirado na série televisiva, criado especialmente para reunir os mais aficionados pelo programa.

Na decoração do espaço, dá para encontrar várias referências, como as réplicas da escotilha e do avião após o acidente, além de outras peças especialmente selecionadas. E o mais bacana de tudo isso é que, toda quinta-feira, quando o seriado é exibido na Espanha, os fãs se reúnem e fazem aquilo que mais gostam… assistem ao episódio e, é claro, discutem teorias!


abril 21, 2009 at 7:13 pm 6 comentários


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