Coca-Cola lança garrafa de Betty, a feia

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Patrocinadora da série Ugly Betty (Betty, a feia), a Coca-Cola, mais uma vez, aposta na criatividade de suas embalagens. Aproveitando o sucesso de Betty, a Coca lançou no Reino Unido uma série limitada de embalagens chamada “The Betty Bottle”. A garrafinha cor de rosa com estampa de leopardo, é assinada por Patrícia Field, figurinista do filme “O Diabo veste Prada” e do seriado “Sexy and the City”.

A garrafinha da Betty traz como conceito a valorização das mulheres através do estilo próprio. Para isso, a Diet Coke traz adesivos dentro de um envelope, que possibilitam a personalização do produto.


julho 15, 2009 at 2:43 pm 3 comentários

Nova edição do Guia do Ócio tem lançamento na Saraiva

Guia do Ócio 2009

A nova edição do Guia do Ócio, publicação anual que reúne informações culturais, de gastronomia, lazer e serviços da cidade de Salvador, terá lançamento no próximo sábado, dia 11 de julho, às 18h, na recém inaugurada Livraria Saraiva do Shopping Barra. A publicação cobre a cidade com 16 seções, 242 páginas, dando ênfase especial aos roteiros turísticos menos convencionais, destacando desde restaurantes populares a eventos de bairros e outras atrações originais e curiosas.

Entre as novidades da nova edição está a presença de personalidades baianas e nacionais dando dicas sobre o que ver e fazer em Salvador. Nomes como Wagner Moura, Margareth Menezes, Luiz Fernando Guimarães, Frank Menezes, Vovô do Ilê, José Carlos Capinan, Jorge Portugal, Gerônimo, Eliana Kruschewsky e Luciana Galeão, entre outros, indicam botecos, restaurantes, museus, atrações turísticas e outros pontos interessantes da cidade.

O Guia do Ócio é um produto da Companhia de Comunicação e tem coordenação editorial de José Antônio Moreno, design gráfico da Santo Design e participação de cerca de 20 jornalistas e colaboradores. A publicação pode ser encontrada ao preço de R$19,90 em livrarias, bancas de revistas, lojas de conveniências e principais hotéis da capital baiana.

Data: 11 – 07 – 2009

Horário: 18h

Local: Livraria Saraiva do Shopping Barra (Ex-Siciliano) – 2° piso

Assessoria de Imprensa
Companhia de Comunicação
Tels: 3247-5851/88921119 (Antônio Moreno)
Ssa. 06.07.2009

julho 8, 2009 at 1:52 pm Deixe um comentário

Percursos distintos

CSI

Texto – Larissa Paim e Renata Cerqueira

Como desvendar um crime que, à primeira vista, não tem solução? Onde encontrar pistas quando um criminoso parece não ter deixado rastros? Como achar o culpado?

Tentando responder questões como essas, as três vertentes do fenômeno CSI apresentam uma crença em comum: não existe crime perfeito. Com histórias que envolvem boas pitadas de ação e grandes doses de mistério, a tríade brinca com a idéia de que todo assassinato pode ser resolvido, desde que se tenha, é claro, os mais experientes investigadores e os mais sofisticados equipamentos da América.

Mas nem tudo se encerra aí. Mesmo possuindo essas similaridades, o modo como os crimes são tratados e solucionados se exibe de maneiras distintas entre esses três seriados norte-americanos. As diferenças vão desde o lugar que a evidência ou o investigador ocupa ao longo da solução dos casos, até o grau de aprofundamento com o contexto em que o crime se insere. Em resumo: diversas opções de narrativas, a depender do gosto do freguês.

Para entender mais sobre essas abordagens, acompanhe abaixo as particularidades de como cada CSI, logo em seu primeiro episódio, abordou e buscou solucionar os mais diversos crimes.


Acima de tudo, as evidências.

Para começar, nada melhor do que analisar a primogênita do fenômeno: CSI Las Vegas. Centrada no investigador Gill Grissom (William Petersen), o seriado tem como seu lema maior a busca pelas evidências. Fazendo jus ao título da série (em português, “investigação da cena do crime”), a equipe de Grissom trabalha voltada para encontrar qualquer fio de cabelo ou impressão digital que tenha ficado para trás.

Com o auxílio de equipamentos de ponta, nada passa batido aos olhos atentos dos investigadores. A idéia central é a de que sempre há uma pista, mesmo quando nenhum indicio parece ser encontrado. É por isso mesmo que flashes e análises minuciosas do local do crime não são poupados. Tudo pela já tão famosa evidência, e o resto é detalhe.

Aqui, segundo dizem os próprios personagens, não há espaço para subjetividade; tudo é muito objetivo e prático. A investigação é guiada a partir das comprovações laboratoriais, sem que haja maiores preocupações com as motivações ou implicações dos crimes. O investigador é bem esperto e experiente, é verdade, mas, ainda assim, não é do tipo daqueles que decifram um mistério apenas através da sua intuição.

Uma outra característica presente neste seriado é que a solução dos casos é vista apenas como mais um trabalho encerrado. Sem solicitar muito envolvimento emocional do telespectador, os assassinatos são vistos por uma ótica cotidiana, em que compõem apenas a rotina de uma equipe de investigadores.


Por favor, a história.

Embora ainda haja um forte apelo pelas evidências, a versão ensolarada da tríade incorpora outros elementos no processo investigativo. Mais do que ficar preso à cena do crime, o seriado rompe os muros e busca compreender o contexto em que o assassinato está inserido. A concepção aqui é: nem sempre os indícios presentes nos locais dos crimes são suficientes para encontrar o verdadeiro culpado.

Assim, para resolver os casos, os investigadores de CSI Miami não só analisam as evidências existentes, mas também buscam entender as pessoas e as histórias que, de uma forma ou de outra, estão relacionadas ao ocorrido. A partir dessas buscas, algumas hipóteses começam a ser traçadas, auxiliando nas constantes reconstituições dos crimes feitas pelos investigadores.

Mas, de qualquer forma, mesmo apresentando esses elementos a mais, as provas aqui ainda são essenciais no desenrolar da narrativa. Vistas como o primeiro passo de todo o processo, as evidências vão sendo descobertas ao longo de todo o episódio, mas sem existir necessariamente uma implicação lógica entre elas. No final das contas, é como se as pistas fossem se somando e, com isso, ajudando a esclarecer o crime.

Diferente do programa de Las Vegas, CSI Miami trata o trabalho dos investigadores como uma missão: trazer a verdade à tona, ajudando aqueles que já não podem mais falar por si só. Por isso mesmo, os assassinatos são encarados de uma maneira menos fria e objetiva, apresentando não só um maior envolvimento emocional dos personagens com os fatos ali presentes, mas também uma sensação de “dever cumprido” a cada crime que é desvendado.

A astúcia como arma.

Em Nova Iorque, a cidade que nunca dorme, o detetive Mac Taylor (Gary Sinise) também não descansa. Não é à toa que, por isso mesmo, o principal diferencial da versão mais recente de CSI é o lugar central do investigador no processo que conduz à resolução do crime.

O pressuposto aqui é: não bastam as evidências; tem que existir alguém que conecte e complemente os indícios que vão sendo encontrados pelo meio do caminho. E esse alguém é Mac, o investigador atormentado pela recente morte da esposa. Demonstrando sagacidade, inteligência e uma dedicação pessoal, o personagem tem a capacidade de identificar, indo além das evidências, o conjunto de motivações que desembocam em um crime.

Partindo dessas observações, o que se percebe é que existe um maior espaço para investigação nesta série, uma vez que o enredo não se restringe às evidências ou ao contexto em que o crime se encontra inserido. A partir das deduções do personagem principal, o seriado cria uma trama em que a objetividade não é o único valor relevante na solução dos casos, oferecendo, pelo menos teoricamente, um leque mais amplo e rico de possibilidades narrativas.

Mas, assim como as outras duas séries, CSI New York também apresenta as evidências como um de seus motes centrais. Isso porque é somente a partir das pistas que são encontradas que o astuto Mac consegue tecer as suas mais diversas deduções. Além disso, um outro diferencial do programa é que a história é construída de forma que cada prova encontrada remeta a uma outra evidência, e assim sucessivamente, até que a solução do crime seja apresentada.

Sendo assim, não é difícil notar que, seja em Las Vegas, Miami ou Nova Iorque, as evidências são elementos recorrentes no desenrolar da trama. Apresentando-se em graus e formas distintas em cada seriado, elas constituem peças essenciais na compreensão do porquê de tanto sucesso da tríade CSI. Afinal, o primeiro passo para quem deseja apreciar séries investigativas nada mais é do que acreditar na principal máxima presente nesses seriados: há sempre alguma pista que ficou para trás.

julho 7, 2009 at 12:55 am Deixe um comentário

MJ e a fabricação de si mesmo

michael_jackson

Texto de Paulo Costa Lima

“Homens promovidos ao estado de produto” [1]

Mais do que qualquer característica pontual — voz, repertório, gênero — a construção de Michael Jackson é o personagem. Seus clips provam isso. E que personagem seria esse? Por que exerce um tal magnetismo?

Podemos evocá-lo facilmente através do estilo de movimento, uma cinética toda especial, uma dança eletrizante mas aparentemente disforme, dança sem lei que faz o corpo andar para trás, amolecer que nem borracha, deslizar sem gravidade. As crianças piram: seria um Chaplin trans-figurado pela pós-modernidade?

Esse personagem que canta e dança, atrai para si os adereços mais incríveis. Na verdade ele configura o corpo como adereços — e naquele famoso sacolejo de quadris que sempre emoldura uma pegadinha radical, parece nos dizer que o próprio pênis é um adereço —, existiria irreverência maior?

Com isso, personifica a rebeldia e a ‘aventura’ na terra do sem-limite, sua never-land interior, seu rancho permanente, de onde nunca pôde sair. Preso a um intrincado processo de fabricação artificial de si mesmo — impedido de seguir o caminho da identificação com um pai violento — transforma essa auto-fabricação (misérias e delícias) no foco de atenção midiática.

Repete compulsivamente esse fantasma de que não há pai, de que ele se inventa sozinho — tal como seu personagem. Isso vale tanto para a dimensão ficcional como para o MJ real, que apresenta seu filho ao mundo de maneira esdrúxula, do alto de um hotel. Aparentemente não há registro do que é um filho. Como poderia haver?
Preso nessa condição, enxerga-se/ama-se em todos os meninos, no quase delirio dessa horizontalidade fabricada, onde ele também é um deles – terreno minado da père-version. Mas a onipotência da fama bate de frente com o sintoma — no final das contas ele realizou o desejo do pai, tornando-se o J. mais famoso. Esse conflito deve ter exigido medidas drásticas.

Ignora a genética e fabrica-se branco — não há limite. Envolve-se, portanto, numa intricada desconstrução impossível de sua negritude, que grita por todos os seus poros, em cada jeito de corpo, em cada foto de família. Dolorosa travessia ao nada da impossibilidade de identificação.

Imaginem um MJ futuro, já no auge das manipulações genéticas… O que aprontaria? Não é justamente isso que aquele famoso clip ‘black and white’ anuncia, fundindo dezenas de faces?

Ora, MJ não é apenas o corpo que morreu anteontem, mas também o conjunto bilionário de todas as representações que dele fazemos. Representações vivas que se materializam em covers espalhados pelo mundo afora. Quem não gostaria de deslizar eternamente com aquele gingado?

E ao oferecer ao mundo seu processo de fabricação artificial de si mesmo como objeto de adoração, está absolutamente alinhado com a necessidade pós-moderna de desvinculação da instância terceira de um Outro — pai, pátria, religião, instituição, causas sociais e políticas, moral etc.

E está também alinhado com as boas práticas do mercado. Um mercado para o qual a auto-referência representa o caminho da maior lucratividade, pela via da globalização, que se entranha nesse declínio do Outro através da flexibilização econômica — atores sem nada acima deles que impeça a maximização das trocas.

Como sinal dos tempos, o percurso de MJ absorve diversos traços característicos da vã tentativa de remediar a carência do Outro:

a) o discurso para o bando, para a gangue (esse é o ambiente dos clips), onde se distribui a responsabilidade da ‘auto-fundação’;
b) o impulso para a adição (mesmo que pela via da medicalização ou do consumo), um recurso imprescindível para enfrentar depressão e dor;
c) os signos da onipotência tão comuns ao estrelato;
d) um implacável enfraquecimento do espírito crítico (não há a quem prestar contas), daí para o endividamento, um passo;
e) as novas formas sacrificiais e a manipulação do corpo;
f) a negação da diferença sexual e geracional;
g) a exposição da vida íntima como artifício de mercado (prenuncia os blogs) [2].

Do ponto de vista das mercadorias, MJ representa um ponto culminante no processo de fetichização. Foi aí que ouvi do meu amigo João Carlos Salles a famosa tirada do velho Marx sobre o futuro do capitalismo, na direção do fetiche: as mesas vão dançar…

E nós, o que faremos sem essa pirueta fantástica fingindo ser coisa nossa?

[1] Flexão pós-moderna de uma famosa crítica ao capitalismo: “homens reduzidos ao estado de produtos”

[2] Cf. Dufour, A arte de reduzir as cabeças. Editora Companhia de Freud.

junho 29, 2009 at 3:39 am 6 comentários

DevianART – Juarez Ricci

Segue, abaixo, algumas ilustrações de Juarez Ricci. O autor bebe da cultura POP e faz releituras de grandes clássicos como Chapolin, Batman, Lost, entre outros.

Susan_Boyle_by_juarezricci

LOST_by_juarezricci

arte

El_Chapulin_Colorado_by_juarezricci

junho 17, 2009 at 1:33 pm 2 comentários

A Gosto da Fotografia

Hoje, o Pop Arte fez uma seleção de belas fotografias para você. As obras que serão mostradas foram expostas no A Gosto da Fotografia de 2008.

Pablo di Giulio

STR3

Martin Chambi

MCHSP026

Carlos Moreira

Cardeal_Arcoverde_1972

German Lorca

GL_253

junho 16, 2009 at 12:16 pm Deixe um comentário

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